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A imagem do minotauro pode parecer óbvia para pensarmos um livro chamado Cabeça de touro. Porém, ao passo que as referências ao teatro vão surgindo, a leitura do segundo livro de poemas de Guilherme Dearo vai se tornando cada vez mais vertiginosa e sem saída. O labirinto clássico, construído pelo autor a partir da mesma matéria que os antigos palcos gregos, sondam de leve a estrutura trágica de Eurípedes, e a comédia anárquica de Aristófanes, mas parece mirar mesmo é no teatro do absurdo de Ionesco, Beckett, Jean Tardieu, e tantos outros. A linguagem desprendida, a confusão (delírio?) surrealista entre homem e bicho, homem e touro, homem e minotauro, a presença política e jocosa dos solilóquios afásicos tornam Cabeça de Touro uma interessante experiência entre as vozes poéticas e teatrais; tão diferentes entre si, mas tão próximas no imaginário popular.

 

Um homem caminha pela cidade como quem descobre um labirinto. Seu movimento é de errância, cego, mãos tateando os muros. Essa parece ser a perspectiva poética de Guilherme Dearo neste projeto. O mundo teatral atravessa seus poemas, e assim pequenas cenas se desenham diante do leitor. Dividido em três partes – “As paisagens”, “As biografias” e “Os corpos” –, o livro parte de planos mais amplos para a atenção em detalhes dos personagens que habitam as grandes cidades contemporâneas. E assim um território se desenrola. Guilherme Dearo (São Paulo, 1989) é poeta, dramaturgo e jornalista. Esse é seu segundo livro de poemas.

 

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Cada exemplar vem com um pôster

cabeça de touro | guilherme dearo

REF: GP016
R$ 40,00Preço