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SOBRE A GARUPA

POESIA E OUTRAS MÍDIAS

A INICIATIVA

Uma espécie de viagem: na garupa da bicicleta, na carroça puxada a burro, pegar carona com um desconhecido em uma estranha em Johanesburgo. Desde 2016, a garupa atua nas frentes impressa, digital e na elaboração de eventos, testando os limites tradicionalmente sobrepostos à poesia.  

A cada edição da revista garupa um novo grupo de editores e leitores se reúne para selecionar materiais que chegam por chamadas abertas, propondo acesso à produção de diversas cidades do país. Sua linha editorial pensa uma noção expandida de poesia, assumindo manifestações normalmente categorizadas como outras artes – cinema, fotografia, escultura – ou em outros gêneros literários – escritos críticos, pequenas prosas – como poesia. E todo o material publicado na revista digital pode ser copiado e reproduzido conforme licença copyleft.

 

Já suas publicações físicas propõe uma investigação a respeito da poesia para além de seu suporte mais frequente, o livro. O que não significa negar o livro, mas torcer o objeto, investigando seus limites e alcances. Para isso, une-se a escala industrial à produção artesanal e, partindo de uma leitura atenta, onde edição é também trabalho crítico e de coautoria, pensa-se materialmente o texto. Os objetos que derivam desse trabalho agenciam outros sentidos no leitor – o livro, enquanto mídia e linguagem, mantém sua função de leitura, mas convoca também outras experiências. 

A partir das publicações, impressas e digitais, a garupa promove ainda eventos literários, também com o objetivo de repensar alguns limiares da e na poesia. Seus lançamentos de livro sempre acompanham performances, leituras públicas ou falas com autores e críticos; evitam lugares convencionais, como livrarias ou bibliotecas, preferindo bares ou bistrôs. Entre nossas produções estão o Senta na Garupa, um bloco de carnaval realizado nA MESA, espaço independente voltado para as artes visuais no Morro da Conceição, e a Terceira, feira de publicações de poesia, que reúne quatro dias de programação, com mesas de conversa, debates e conta com a presença dos coletivos do Rio de Janeiro, como Mulheres que escrevem, CEP 20000, Sarau do Escritório, Oficina Experimental de Poesia, entre outros. Anualmente, fazemos a curadoria da Feira no Cobogó, uma parceria da Garupa com o Instituto Moreira Salles para a realização de dois dias de evento com pequenas editoras interessadas em poesia e ensaio, onde acontecem mesas de conversa e um sarau.  

 

100% INDEPENDENTE

Como editora independente, a principal diretriz da garupa é não apoiar sua decisão de publicar um livro em considerações alheias ao texto: entender a literatura para além de seu potencial econômico. Este é também seu principal desafio. 

 

Grande parte do mercado do livro no país mantém-se ou por meio de livros didáticos – i.e. com financiamento estatal – ou por meio de best-sellers que tiveram seus direitos adquiridos por mais de seis dígitos na Feira de Frankfurt ou congênere. Como sempre, a literatura brasileira permanece apenas tangenciando esse mercado: grandes nomes do que hoje chamamos cânone permaneceram, em vida, fora do catálogo das grandes. 

 

 

atenção para o samba-exaltação:  i. Francisco de Paula Brito, homem negro em tempos do Império, que transformou a pequena loja do irmão em charutaria e papelaria, depois em editora, e lá publicou poemas de Casimiro de Abreu, peças de Joaquim Manuel de Macedo – além de contratar como ajudante ninguém menos que Machado de Assis. ii. Livro Inconsútil, selo editorial de João Cabral de Melo Neto, que fez circular na Europa nomes como Vinícius de Moraes em livros sem costura, com páginas soltas, feitos manualmente. iii. o Gráfico Amador, editora pernambucana responsável por modernizar o design gráfico e o mercado editorial do país na década de 1950. 

 

atenção: iv. irmãs Gwendoline Davies e Margaret Davies, fundadoras da Gregynod, private press iniciada na década de 1920 em Londres pioneira no que hoje chamamos de edições de luxo. v. Kurt Wolf, principal editor do expressionismo alemão, inclusive de Kafka – em seu quarto ano de circulação, Kafka vendeu cerca de cem exemplares. Wolf permaneceu o editando. 

 

Estas iniciativas, entre tantas outras – diferentes entre si, de contextos diferentes, com histórias diferentes – tiveram em comum o ímpeto de contribuir e vitalizar seus cenários culturais. Todas foram movidas a desejo

 

*

 

Muitas editoras independentes têm surgido no país. E não é à toa. A demanda por diversidade literária – por diversidade, sem adjetivo: corpos, experiências, histórias – quando deparada à falta de força do mercado editorial brasileiro, parece gerar uma onda linda de independentes. Verdadeiramente independentes. Vocês repararam? E elas são as responsáveis pela atual vitalidade da nossa literatura: traduções inéditas de autores que, apesar de importantíssimos, estão fora do circuito comercial; primeiros livros de poetas e prosistas jovens que, porque publicados, continuam engajados no trabalho; grandes títulos de autores com relevância literária que, por não reverterem em venda, não cabem nos quadros das grandes.

 

Apesar da potência desses projetos, eles têm um desafio constante: sobreviver. E não é preciso dizer que, para trazer sustentabilidade a eles, é urgente  repensarmos os nossos modelos de produção e de consumo.  

 

A garupa traz vozes únicas que se multiplicam em projetos poéticos diversos, mas que, em comum, insistem na experimentação da linguagem como motor de transformação social e cultural. Existem diferentes formas de apoiar nossa guerrilha editorial. 

ONDE NOS ENCONTRAR

Nossos principais pontos de venda são a Travessa de Botafogo, no Rio de Janeiro (um salve para o livreiro Leonardo Marona!); a Branca Tatuí, em São Paulo; a livraria Baleia, em Porto Alegre; a livraria Lamarca, em Fortaleza. 

Em São Paulo, você pode comprar com a Livros Nômades (@livrosnomades), uma livraria itinerante super parceira que sempre tem nossos títulos. 

Eventualmente também estamos na livraria Scriptum, em Belo Horizonte; na Blooks, no Rio de Janeiro, em Niterói e em São Paulo; na Timbre, da Gávea, no Rio de Janeiro.

APOIE A INICIATIVA

Você pode apoiar a nossa iniciativa de diversas formas: financiando ou patrocinando eventos nossos, abrindo o seu espaço para que eles sejam realizados ou servindo seu produto para nossos convidados; mas também comprando diretamente conosco os livros e falando da gente por aí; ou ainda nos chamando para parcerias ou contratando membros da nossa equipe para serviços. As possibilidades são infinitas, entre em contato!

COLABORE

Nossa revista abre chamadas de tempo em tempo. E a cada edição, convidamos um ilustrador para ser nosso colaborador. Se você escreve, pode acompanhar nossas redes para descobrir quando deve enviar conteúdo para a revista. Se você tem um original de livro, pode nos enviar a qualquer momento, mas apenas se julgar pertinente com o nosso catálogo. Nosso espaço físico está aberto para você dar oficinas ou pequenos cursos. Entre em contato e seja um colaborador nosso.