reunimos alguns dos nossos títulos em apanhados. com isso, propomos fricções, encontros inesperados – ou desencontros. é o nosso modo de sugerir que leiam o livro ao lado, escutem vozes dissonantes do contemporâneo. os livros se aproximam e se distanciam na medida de suas leituras: descobertas e experimentações. na compra de um apanhado, os títulos têm valor promocional.

 

neste pacote reunimos:

_Saúvas Avulsas, de João Gabriel Madeira Pontes

_A estreita artéria das coisas, de Rafael Zacca

_no ano do blade runner: a crise constitucional, de Julia Manacorda

 

 

sobre os livros:

 

Saúvas Avulsas nasce de um estudo da forma poética em quatro capítulos, cada um com uma voz singular, diferente da dos outros. O livro apresenta o desdobramento matemático desse estudo com uma precisão fabulosa, conjunção ideal entre exercício e execução; por isso, sua capa desdobra-se também em quatro partes.

 

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A estreita artéria das coisas é um livro comum. Ou melhor: um livro sobre o comum. Digo comum no sentido de algo corriqueiro, da ordem do menor. Frequente. Ordinário. Entendendo a vida como algo que obrigatoriamente se compartilha, essa acepção de comum repousa na investigação dos afetos que viabilizam ou não a construção de uma convivência. Aqui, ao rés do chão de uma cidade latino-americana, nos bairros feios, os amigos se quebraram quando eram crianças. Aqui, se ensaia uma comunidade de quebrados.

 

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no ano de blade runner: a crise constitucional compõe a coleção a galope, uma parceria da garupa com a kza1, compostas por títulos de leitura ágil. Diante da crise política que o país atravessava em 2019, Manacorda lembra da distopia de Philip K. Dick adaptada para o cinema por Ridley Scott, que também se passa em 2019. Assim, nos pergunta quem são os replicantes neste Brasil que elegeu o neo-fascismo, e desnaturaliza nossa paisagem distópica de bots e desigualdade social. 

 

 

sobre xs autorxs:

 

Rafael Zacca é poeta e crítico. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1987. É doutorando em Filosofia, pela PUC-Rio, com tese sobre uma teoria do poema em Walter Benjamin. Colabora como crítico com o jornal Rascunho e com a revista Escamandro. É co-articulador da Oficina Experimental de Poesia.

 

João Gabriel Madeira Pontes nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1992, e nela sempre morou. É formado em Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Júlia Manacorda, nascida em 1991 em Niterói, é formada em História pela Universidade Federal Fluminense. No doutorado, dedica-se a estudar as relações entre a ética estoica e a poética da indeterminação na poesia de John Ashbery. No ano de blade runner é seu primeiro livro. É ex-surfista e em 28 anos de existência seu grão de café favorito tinha notas de tomate italiano verde.

apanhado #5

R$ 60,00Preço