ter., 05 de nov. | edições garupa

você está aqui : : : : performance, deriva e tradução como procedimentos de escrita

Curso livre de quatro encontros com a Luiza Leite.
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horário e local

05 de nov. de 2019 18:00 – 26 de nov. de 2019 21:00
edições garupa, Rua Acre, 77 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

sobre

A pesquisa de Gregory Bateson é atravessada por uma reflexão sobre os padrões de comunicação entre seres vivos, humanos ou não, que decorrem do enlace entre formas de comunicação verbais e não verbais. Para o antropólogo, a arte e os estados alterados de consciência seriam capazes de restaurar nossa capacidade de perceber a complexidade das conexões que compõem nossas interfaces de interação, em geral empobrecidas pela linguagem racional que faz percursos em linha reta. Como disse um xamã Yaminawa sobre os cantos: “com palavras usuais eu me chocaria contra as coisas – com as palavras torcidas (twisted language), rodeio-as e vejo-as claramente”. A proposta dessa oficina pratico-teórica é ver/ler/manusear publicações de imagem e texto, concebidas a partir de procedimentos específicos: a performance, a deriva e a tradução. Vamos experimentar as conexões entre a percepção, a partitura, o acaso e a escrita, além de discutir a relação entre corpo e texto, texto e página, página e publicação, a partir de uma constelação de fragmentos heterogêneos (textos, poemas e publicações de artista).

Aula I – terça, 05/novembro

18h às 21h

A performance : : : : partituras e restrições : : : : programas e procedimentos

Pontos de contato e contágio entre as artes visuais, a escrita conceitual e o campo da literatura. A publicação sem ISBN. A escrita sem autor. O texto performativo. Trabalhos de Flávio de Carvalho,Ulisses Carrión, John Cage, Vito Acconci, Yvonne Rainer, Yoko Ono e Wlademir Dias-Pino.  

Aula II – terça, 12/novembro

18h às 21h

A deriva : : : : corpo, gesto e percepção 

A deriva como ponto de partida. O trajeto como projeto de escrita. A etnografia como ferramenta. Percorrer um espaço. Perceber para descobrir o que precisa ser dito. Bricolagem e ciência do concreto. Silvia Cusicanqui: “pensar com as mãos”. “De quem te protege a muralha”, de Thiago Florêncio.

Aula III – terça, 19/novembro

18h às 21h

A tradução : : : : ampliação e multiplicação de sentido 

Flusser: a tradução e o sentido provisório. A tradução como eixo condutor de uma publicação de artista. A tradução como torção de um gênero. NOX, de Anne Carson. “Topografia Anedotada do Acaso”, de Daniel Espoerri. 

Aula IV – terça, 26/novembro

18h às 21h

Leitura, discussão e composição dos fragmentos de imagem e texto trazidos pelos participantes.

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Luiza Leite é escritora e pesquisadora. Fez mestrado em antropologia social no Museu Nacional e doutorado em literatura comparada na UERJ. Criou em parceria com Tatiana Podlubny a editora independente Fada inflada e atualmente pesquisa publicações de artista e sua relação com a performance no Programa de Pós-graduação em Artes da Cena (UFRJ). Está finalizando também, com a Thais Medeiros e a participação de quase vinte poetas e artistas, um projeto de tradução de poemas do jornal underground The Floating Bear, editado por Diane di Prima e LeRoi Jones, nos anos 1960.

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