BLISS X

pré-venda | tiragem limitada

A pré-venda da revista BLISS X, dedicada à poesia brasileira contemporânea, está no ar. O seu apoio é importante! Essa publicação é uma parceria da garupa com a BR75. Ela não tem nenhuma fonte de financiamento e é viabilizada exclusivamente pelos leitores. Comprando na pré-venda, você permite que a gente custeie a impressão da revista e adquire um exemplar especial de tiragem limitada. Para as editoras independentes, a pré-venda funciona um pouco como um financiamento coletivo. Por isso, seu apoio é essencial para a realização desse projeto! 

revista BLISS X | tiragem limitada

revista BLISS X | tiragem limitada

R$ 56,00Preço normalR$ 50,40Preço promocional

A revista Bliss X é uma publicação poética que marca os dez anos de atividade do coletivo artístico Bliss, formado por Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira e Thiago Gallego.

O coletivo iniciou suas atividades em 2009, com a publicação da revista de número único Bliss, pela editora 7letras. Desde então, além da produção artística individual de cada integrante, o grupo produziu sob o nome Bliss não tem bis, eventos de poesia, um blogue com postagens regulares, e uma revista-disco intitulados Bliss não tem bis – cd de áudio com performances vocais e sonoras diversas pensado como uma revista de poesia para os ouvidos.

 

A Bliss X se volta por um lado para a observação dos lances que movimentaram a poesia, o mundo, nessa década de existência. Por outro, Bliss X é uma intervenção sobre algumas questões do nosso presente – num pensamento sempre movente que não volta ao êxtase, mas não deixa de correr desde lá. Uma revista, uma incógnita, o número 10, uma cicatriz no seu coração. Com relação ao nosso ponto de partida, o que a Bliss X assinala é que já não pensamos em números únicos, revistas únicas – o tempo nos faz sempre outros.

 

Ao longo da Bliss X, aparecem lampejos de corpos marcados por sua relação com a cidade a

partir das bordas, pela desatenção e desejo movimentados pelas redes, pelo erotismo, pelo

furor do mundo, pelo que não tem nome. Seja no "Guia pessoal de Camará", de Bruna Mitrano, escrito especialmente para esta publicação, na série de imagens REC SE, em que Renato Negrão recorta e transcria os textos das ruas, na série de prints de trocas de mensagens de Marcio Junqueira e Thiago Gallego, no poema-cena de Cristina Flores, ou nos poemas de Carolina Aleixo e Natasha Félix, vemos uma poesia que é antes uma forma de estar no próprio corpo, uma forma de o corpo atravessar o espaço.

 

Bliss X: aqui estamos, para mais 10, mais x, mais inúmeros. Bliss.

 

 

COLABORADORES: 

 

Allan Jones

Ana Carolina Assis

Bruna Mitrano

Caio Carmacho

Carolina Aleixo

Cecilia Pavón

Clarissa Freitas

Cristina Flores

Dimitri BR

Elizeu Braga

Estela Rosa

Felipe Marinho

Joana Côrtes

João Baffa

Kika Sena

Laura Castro

Laura Formighieri

Lucas Matos

Luis Gomes

Luna Vitrolira

Maíra Matos

Marcio Junqueira

Mariana Souza Paim

Matheus José Mineiro

Natasha Félix

Pedro Bomba

Peter Gabriel

Rafael Zacca

Renato Negrão

Roberto Bolaño

Stephanie Borges

Tereza Seiblitz

Thiago Gallego

Vinicius Varela

 

 

ALGUNS POEMAS: 

 

o último poema de Cesárea Tinajero

 

Ficou assim, refém – com uma carabina abraçada aos dentes.

sem que ninguém pudesse escapar.

 

Natasha Félix

 

*

Saio para comprar navalhas

ainda estou falando sozinho

seu nome enquanto caminho

e desvio destes que nos abatem

 

que nos encontram e fingem

saudade que nos cumprimentam

na rua nós dois de passagem

 

Luis Gomes

 

 

*

 

linha no livro do poeta gringo

 

Ainda corro pelo corredor da biblioteca

Quando assim abro o livro

Um fio de cabelo não é meu

Seu fio pressupõe entrega por essa página

O fio fino escorrega entre o r e o l

De repente surge um alfabeto intercalado

Seu DNA misturado a tinta seu fio

O que se passa nessa linguagem

Em que se doma a tinta e a dona do laço

Letra A mais que nada enlaça a palavra

Esse poema entre tantos mas esse

Sua cor

Sua letra e seu fio numa dança enviesada

As letras comem as páginas seu

Cabelo completa

Eu diria um P tentando interpretar os sinais

O destino do traço final propõe uma pontuação 

Seu nome não está

Nem aquilo que procurava 

Folhear a página encontrar o mesmo

Tom

Do seu cabelo com sua textura

Não há rumor para esse arrepio

 

 

Clarissa Freitas

 

*

 

demorar dentro 

do silêncio

demorar, dentro.

demorar dentro

do silêncio

demorar somente

 

que nem o caroço

guarda uma raiz

 

antes

que na terra 

entre

 

um rio que sente 

o princípio 

da própria nascente

 

 

Elizeu Braga

 

*

 

não pense na poesia

pense em escrever algo q seja verdade

 

 

Cecilia Pavón

garupacontato@gmail.com

Rua Teotônio Regadas, 26 – sala 402 | Lapa, Rio de Janeiro

CEP 20021-360

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